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O que a INVEJA significa para você?

O que a INVEJA significa para você?

Fiz uma pesquisa no instagram do Somos Madrastas sobre a inveja. Foram muitas respostas e vários insights diferentes. Decidi ampliar esse tema aqui para vocês, junto com algumas reflexões. Vamos?

Para começar, trago uma frase do Daniel Martins de Barros no livro "O lado bom do lado ruim":

"Ninguém consegue se colocar acima das emoções (...)

Emoções não existem por acaso. Elas foram inscritas em nosso cérebro por motivos bastante importantes e até hoje cumprem várias funções das quais não podemos abrir mão. Portanto, livrar-se de qualquer uma delas, embora às vezes pareça desejável, certamente acabaria sendo prejudicial"

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Quando a gente procura no dicionário, vai encontrar a definição de que a inveja é um desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia. É um desejo de desfrutar do que é do outro. Mas e se a gente tirasse o julgamento do que sentimos e olhasse para nossas emoções como INFORMAÇÕES?

Quando perguntei o que está ligado a sentir inveja, as respostas foram:

  • "Não chego a me sentir culpada, mas não é gostoso de sentir"
  • "Escondo esse sentimento porque me ensinaram ser algo que somente pessoas más sentem"
  • "Me sinto inadequada"
  • "Me sinto reflexiva mesmo, isso diz mais sobre mim do que sobre a pessoa que invejo"
  • "Fico chateada comigo mesma"
  • "Pequena, no sentido de ser menos do que eu gostaria"
  • "Me sinto infantil, insegura e desnecessária"
  • "Me sinto culpada, suja, menos evoluída"
  • "Fico me sentindo um lixo"
  • E as palavras que aparecem muito: culpada, errada, inadequada, vergonhosa, derrotada, infeliz, incapaz, bem pequena, me sinto uma total fracassada, erradíssima, "pior pessoa", com muita vergonha, louca, solitária, depressiva, triste, com vergonha, vilã, frustrada, ingrata. 

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E se a gente abaixasse o volume desses julgamentos e olhasse para a inveja como bússola? Como informação de algo que a gente gostaria de ter, ser ou fazer? E se a gente descolasse todos esses sentimentos e refletisse com consciência sobre as mudanças que precisamos fazer na nossa vida para chegar onde queremos?

Quando falamos em acolher sentimentos e emoções desagradáveis, é sobre isso: sobre não deixar esse primeiro rótulo ruim aparecer. Eu estou com inveja de tal pessoa, porque ela já conseguiu 250 mil seguidores apoiando o trabalho dela e comprando seus produtos digitais e eu tenho apenas 10 mil. Ponto. Não preciso me qualificar com adjetivos ruins por me sentir assim. O que essa inveja está me mostrando? Que gostaria de aumentar meu alcance, que gostaria de vender mais. E o que eu faço com isso? Eu cuido da minha disciplina e trabalho para chegar onde quero. 

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E do que as madrastas sentem inveja?

Essa parte da pesquisa teve muitas respostas! É muito interessante ver que temos dores tão parecidas, dilemas tão comuns. Então lembre-se: você não está sozinha, você não está louca, você não está errada.

Vamos olhar juntas as principais respostas?

Sinto inveja... 

  • Da atenção que meus enteados recebem do meu marido,
  • Da ex por ter tido filhos com ele,
  • De quem tem coragem de iniciar seus projetos sem ficar pensando no que pode dar errado,
  • De quem viaja muito, eu queria viajar mais!
  • De quem faz atividade física todos os dias com prazer
  • De gente bem sucedida e bem resolvida,
  • De gente rica,
  • De quem sabe dançar,
  • De quem não tem família mosaico!
  • Das mães da internet que parecem dar conta de tudo e são magras e sempre arrumadas,
  • Da mãe da minha enteada,
  • De pessoas magras,
  • De pessoas com autocontrole financeiro,
  • De madrastas que têm boas relações com as mães,
  • Da mãe da minha enteada, porque ela é mãe e eu sou "só" esposa,
  • Das pessoas que conseguem amar e aceitar seu próprio corpo,

Tem uma muito maravilhosa que disse que tem inveja de mim, porque eu tenho simplicidade e sabedoria para lidar com as coisas e aconselhar. Me achei a bolachinha recheada do pacote, né? 

Resumi as centenas de respostas nesses itens acima. E o convite que faço a você, querida madrasta, é aceitar-se quando esses sentimentos aparecem. Quem precisa de autocrítica justamente quando se depara com um sentimento desagradável?

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Olhe para a inveja. Sente-se ao lado dela. Ofereça um chá e peça a ela que lhe mostre o que VOCÊ precisa fazer diferente na sua própria vida. E a partir disso, aja. Não se coloque no lugar de vítima esperando que as soluções apareçam. Não fique paralisada esperando que, magicamente, alguém vá lançar aquele seu projeto guardado na gaveta. 

Ninguém está vindo salvar você. E isso pode ser maravilhoso, porque você já tem aí a maior heroína que a sua vida precisa: você mesma, querida madrasta.

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Deixe seu comentário sobre esse texto! Vamos continuar a conversa? 

Beijos,

Mari. 

 

Somos Madrastas
Mariana Camardelli
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Palestrante TEDx, Fundadora do Somos Madrastas Educadora Parental, Especialista em Inteligência Emocional e Terapeuta Abordagem Integrada da Mente Estudante de Análise Psico-Orgânica e Pós Graduanda em Psicopedagogia

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