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A irmãzinha do Chico Bento

A irmãzinha do Chico Bento

 

Outro dia eu estava fazendo uma atividade do curso de Inteligência Emocional, facilitado pela Mari Camardelli e me deparei com uma história em quadrinhos cujo título é Uma estrelinha chamada Mariana*.

Chico Bento é o meu personagem preferido da Turma da Mônica e sempre me fez rir. Mas esta história não é engraçada. Chico descobre que vai “ganhar” uma irmãzinha e não vê a hora da criança sair da barriga da mãe pra brincarem juntos.

A família está muito feliz com a chegada da bebê, tudo parece muito bem nos primeiros meses de vida da pequena Mariana. Até que, repentinamente, a criança começa a ficar com febre e morre poucos dias depois.

Chico, o pai e a mãe ficam profundamente tristes com a partida, mas eles entendem que Mariana agora é uma estrela e vai aparecer todas as noites, sempre que eles olharem para o céu.

A família Bento encontrou uma maneira lúdica para acolher a dor da perda, para entender que a partida de uma criança pode ser ressignificada, na medida do possível.

Muito se sente mas pouco se fala sobre perda gestacional, sobre morte de bebês e sei que é um fato presente na vida de muitas famílias. E depois de ler esta historinha na revista, fiquei com vontade de entender um pouco mais como isso se dá na vida real.

Como explicar para as crianças que os bebês que estavam na barriga já não estão mais?

Qual é o momento certo para contar aos familiares e amigos? Como se faz isso de maneira respeitosa? Como se recebe esta notícia de maneira respeitosa?

Quantas mulheres já ouviram frases horrorosas de profissionais da saúde durante aqueles exames torturantes?

Por que não existem formas mais empáticas de comunicar?

Como a família, os amigos e o entorno podem ser compreensivos num momento tão delicado?

Se você se sente confortável para falar sobre este assunto, deixa um comentário aqui. Acho que precisamos nos fortalecer e acolher as mulheres que tem este marco em suas biografias.

*Almanaque do Chico Bento , n. 58, agosto de 2016. Mauricio de Sousa Editora - Panini Comics.

 

 

Somos Madrastas
Glaucia Grigolo
Glaucia Grigolo Seguir

Sou madrasta da Isadora e mãe da Mel, minha filha de 4 patas. Sou atriz e produtora cultural desde sempre. Hoje vivo na Itália e me dedido à pesquisa genealógica e busca de documentos para o reconhecimento da cidadania italiana.

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