[ editar artigo]

A Casa do Recasamento

A Casa do Recasamento

Quem casa quer casa, certo? E quem re-casa também!

Nos casamentos "padrões", daqueles em que as pessoas saem da casa da mãe para casarem ou apenas juntam os trapos, já existe um desafio em organizar os gostos, ceder, fazer pelo outro, juntar tudo num lugar só e, o principal: ter o seu espaço dentro de uma vida compartilhada.

Na casa do recasamento, Você, madrasta, entra numa vida que já existe, numa rotina já estabelecida, numa família consolidada e, muitas vezes, numa casa que também não foi você que escolheu. Tem que haver muita sensibilidade para entender o seu lugar, valorizar esse lugar e se manter nele.

No meu caso, tivemos a oportunidade de escolhermos um lugar novo para que essa nova vida pudesse recomeçar em um espaço onde co-criaríamos a nossa própria historia "do zero" e já foi/é muito desafiador. Eu tive a sorte de (merecer) ter um marido que se empenhou nesse momento, tirou férias e ficamos uns 5 dias dedicados na mudança. Trouxe uma mudança inteira de Floripa, juntamos a minha mudança com a do meu marido, fizemos escolhas do que ficava e o que saia, onde cada móvel ia ficar e cada objeto morar. Tudo regado a muito amor, empatia e compreensão. A casa do recasamento ia se formando... A vida passada ia morrendo e dando lugar a um espaço com identidade propria. 

Tivemos um olhar muito carinhoso para o quarto das crianças que foi o primeiro a ficar pronto. Pensamos no layout do quarto, na roupa de cama, onde ia ficar cada coisa e organizamos as roupas deles bem bonitinhas dentro das respectivas cômodas :) Conforme os dias passavam, a sensação que eu tinha cera que a Rainha da Inglaterra estava para chegar aqui! Risos (de nervoso haha).

Quando eles chegaram, eu estava tremendo de emoção! Foi um tal de "Nossa Fê, essa geladeira é sua?" "Fê, o que é isso?"... e a coisa mais gostosa do mundo era responder "Essa geladeira é nossa!" "Isso é tal coisa e funciona assim...". E essas perguntas duraram quase um mês até eles entenderem que era tudo "nosso". Não da pra saber o que se passa na cabecinha deles mas espero que eles, 4 meses depois, tenham integrado que esse espaço é de todos. 

A nossa Casa, assim como nós, está em eterna construção. Fazemos o que da pra ser feito, com o que temos e como estamos naquele momento. E a evolução disso vai acontecendo conforme a gente vai sentindo necessidade, conforme as situações e os dias pedem. Que a gente saiba ser gentil conosco e com esse processo de reconstrução diária.

Lembrando que essa é a visão da madrasta que não anula ou invalida a visão dos demais moradores desse meu querido Lar.

Muito prazer, eu sou a Fernanda, madrasta de 2 enteados de 6 e 12 anos e frequentemente vou trazer os meus relatos e principalmente, compartilhar com vocês as soluções que ando encontrando para fazer desse dia a dia o mais leve possível. Hoje foi só pra dizer o que vocês já sabem - não estamos sozinhas!

 

Ler conteúdo completo
Indicados para você